Quando os homens não são forçados a lutar
por necessidade, lutam por ambição.

NICOLAU MAQUIAVEL

(1469-1527)
Historiador e poeta, no livro Discursos sobre Tito Lívio,
livro 1 capítulo 37

CANAL 893

(Semana 18 – 03 a 08/MAI/2021)



Programação do Canal 893 para a semana 18 (de 2021)



Segunda-feira – 03/MAI
FUNDAMENTOS A01N08

Fundamentos é uma série de 40 vídeos sobre os Fundamentos da Administração aplicados aos escritórios de Arquitetura e Engenharia. É baseado no livro de mesmo nome disponível na LOJA DA AMAZON




Terça-feira – 04/MAI
CONEXÃO 893 A02N31

Live semanal com entrevista de pessoas ligadas à Engenharia e Arquitetura ou assuntos relacionados à Ciência e Tecnologia.




Quarta-feira – 05/MAI
Atitude PRO A01N08

Série Especial do Canal 893 com o Consultor Empresarial ALBERTO COSTA
• Baseado no trabalho de consultoria, treinamento e livro desenvolvido por Alberto Costa e Lígia Fascioni.




Quinta-feira – 06/MAI
Ênio Padilha Responde A01N04

Toda quinta-feira uma pergunta enviada por um leitor (ou youtubespectador) será respondida aqui.
Envie a sua questão para professor.eniopadilha@gmail.com




Quinta-feira – 06/MAI
Turismo de Engenharia na Europa A01N02

Toda quinta-feira um novo episódio da série com o Engenheiro Civil e Guia Turístico GUILHERME BUEST. Mostra grandes obras e monumentos da Engenharia europeia com uma contextualização histórica e técnica




Sexta-feira – 07/MAI
Sextou A01N14

Toda sexta-feira uma boa notícia para Arquitetos e Engenheiros.




Sábado – 08/MAI
Porque hoje é sábado A01N17

Um recorte da entrevista realizada na terça-feira (programa Conexão 893).







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TREINAMENTO DE EMPREGADOS
EM EMPRESAS PEQUENAS

(Publicado em 25/05/2011)





Imagem: OitoNoveTrês



"Investir em treinamento é coisa pra empresa grande." Que nada! Não existe nada hoje em dia, que seja “coisa de empresa grande”. Controle de qualidade, controle de custos, informatização, marketing, treinamento... São coisas que fazem - ou deveriam fazer - parte do dia-a-dia de qualquer empresário.

Empresas pequenas, aliás, são muito mais sensíveis aos problemas gerados pela falta de um sistema de treinamento. Porque a concorrência é feita por um número maior de empresas e as oscilações do mercado são muito maiores. Uma empresa pequena, geralmente com menos de dez empregados, precisa ter um funcionamento muito mais “redondo” do que uma grande empresa, onde a “inércia operacional” é mais forte.
Veja, por exemplo que, em uma pequena oficina mecânica com 2 ou 3 funcionários, se um deles ficar doente e faltar durante uma semana, haverá sem dúvida, muitos prejuízos para o empresário (o dono da oficina).
Numa empresa com 150 ou 200 funcionários, a falta de um deles não causa tantos danos.

Mas, voltemos as nosso tema: Treinamento. Se você, empresário, responsável por uma empresa pequena, está interessado em investir no treinamento de seu time, aí vão algumas sugestões.

Primeiro: Um Programa de Treinamento precisa ser organizado de tal maneira que atinja objetivos de médio e longo prazo. Você precisa definir esse objetivos, relacionando o que, exatamente, a sua empresa quer GANHAR com isso. Lembre-se que funcionários com bom nível de conhecimentos gerais e específicos, quando motivados, representam produtos bem feitos, no menor tempo possível, com satisfação total de clientes. Em outras palavras: a satisfação dos clientes aumenta o faturamento. A redução dos tempos reduz os custos e o resultado dessa equação é aumento de lucro. Quanto disso você quer? Pra quando? Responda essas perguntas e seus objetivos estarão definidos;

Segundo: Não adianta fornecer treinamento de boa qualidade para funcionários cuja escolaridade não seja compatível com o produto fornecido pela sua empresa. Assim, estabeleça um nível mínimo de escolaridade a ser exigido dos seus empregados e estimule aqueles que ainda não o alcançaram para que o façam. E não contrate mais ninguém que esteja abaixo deste limite;
Importante: a escolaridade precisa ser REAL. Isto quer dizer o seguinte: não adianta o empregado ter o certificado de conclusão do ensino médio se ele não sabe escrever direito, não sabe dividir com vírgula e não sabe nada de inglês. O empregado precisa saber que todo o treinamento partirá do pressuposto que o nível mínimo de escolaridade é REAL, cabe a ele se nivelar em conhecimento de acordo com o certificado que possui.

Terceiro: não caia na armadilha do treinamento específico, sem resultados que ultrapassem as paredes da sua empresa. Propicie aos seus empregados um treinamento que eles possam utilizar na vida deles, em qualquer tempo e ocasião. Acredite, no fim você acaba ficando com a melhor parte.





PADILHA, Ênio. 2011





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SOU DENTISTA. QUERO SER ENGENHEIRO.

(Publicado em 07/01/2014)



Professor. Ênio,

Eu estou com 37, e me formei em Odontologia. Só que desde que me formei, jamais exerci a profissão... Passei os 15 anos que tenho de formado trabalhando na área de Restaurantes...

Bom, apenas para resumir, hoje em dia, acho que a carreira que eu deveria ter seguido era a de engenharia. E quero tentar fazer!

Agora vem o motivo da minha pergunta: Estou fora do colégio há 20 anos, sem ver as matérias que me dariam alguma noção para conseguir seguir num curso de engenharia, que seriam basicamente a matemática e a física...

O Sr. teria alguma dica do que eu preciso estudar, e como, para poder não quebrar a cara em uma faculdade de engenharia?

Andei assistindo a uns cursos on line, de introdução ao Cálculo e à Algebra Linear, de um professor do MIT. Não me lembro de praticamente mais nada!!! Por isso gostaria de resgatar esta base, para poder finalmente cursar a engenharia...

Agradeço qualquer tentativa de ajuda. Me sinto perdido sobre como resgatar esse conhecimento...

Muito obrigado,

Antônio Bahia | Sorocaba-SP

(Nesta seção, o nome e a cidade são trocados sempre que solicitado pelo leitor)



RESPOSTA:



Prezado Antônio

A resposta que eu tenho pra você certamente não é a que você espera. Vou tentar ser simples e objetivo: NÃO FAÇA ISTO!

E esta é, provavelmente, a primeira vez em mais de 30 anos que eu digo isso para alguém que está interessado em fazer Engenharia. Por isto vou explicar melhor.

Há algumas semanas, respondendo a uma Pergunta de Leitor, procurei chamar atenção para o fato de que a escolha do curso superior deve levar em conta não apenas o que a pessoa gosta mas, principalmente, o tipo de vida que ela gostaria de viver. (veja AQUI).

Também tenho dito, muitas vezes, para muitos leitores, que não devem se preocupar com a idade na hora de optar por fazer a faculdade de Engenharia. Não existe nenhum grande problema em formar-se engenheiro com 35, 40 ou 50 anos (veja AQUI)

Mas, no seu caso é diferente: você já tem uma formação. E (isso é muito importante!) você nem deu ainda uma chance a si mesmo de experimentar o exercício dessa profissão.

Acho que você levaria apenas alguns meses para retomar o ritmo e atualizar os conhecimentos para o exercício da Odontologia.

Mas levaria uns dois anos de preparação para o vestibular, mais cinco anos de faculdade (tendo que enfrentar muitas dificuldades - veja AQUI) e mais uns dois ou três anos para engrenar na nova profissão, ou seja, mais uns dez anos e bastante luta.

Não vale a pena, considerando que você tem uma alternativa na mão.

Abraço.





PADILHA, Ênio. 2014





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RESPOSTA A UMA PERGUNTA SOBRE
TABELA DE PREÇOS

(Publicado em 28/03/2011)



Uma colega arquiteta, que chamaremos de Maria, me enviou uma pergunta por e-mail pedindo minha opinião sobre uma coisa que ela diz acreditar: "seria interessante se houvesse uma maneira de calcular os nossos honorários, através de alguma fórmula, pois isso seria o princípio de um ajuste e moralização dos profissionais"





Imagem: Pixabay



Prezada arquiteta Maria. Acho que entendi a sua preocupação e concordo inteiramente com o seu ponto de vista. Sempre fui favorável de que haja uma "referência" de honorários que os profissionais possam seguir.

No entanto, sou contra qualquer tipo de TABELA DE HONORÁRIOS, mesmo como referência. Sou contra a maneira equivocada com que essa "referência" acaba sendo colocada pelas entidades de classe. Vira uma Lei. Pior: uma lei que não pega. Uma lei que ninguém cumpre e que fica por aí, assombrando as relações entre os colegas profissionais.

O que eu acho que as entidades de classe deveriam desenvolver são programas de "educação empresarial" para os seus associados (especialmente os mais novos). Seminários, Palestras e Cursos para que o profissional aprenda como funcionam as equações de Receitas/Despesas, CustosDiretos/Custos Indiretos, Obrigações Trabalhistas, Impostos, Taxas...

Tenho certeza de que, se um profissional aprender a fazer as contas direitinho, de quanto custa exercer (dignamente) a Arquitetura ou a Engenharia (dentro da lei, dentro do padrão de competência e profissionalismo que se espera de alguém com pretensões de ser bem-sucedido), ele não irá ceder às tentações de cobrar abaixo da linha de dignidade.

Veja bem: eu disse Linha de Dignidade.

Linha de Dignidade, na minha opinião, é o profissional, com o seu trabalho, conseguir:

a) Pagar bons salários aos seus empregados e garantir-lhes todos os benefícios de um bom emprego;

b) Manter seu escritório funcionando normalmente (aluguel, água, luz, telefone, internet, material de escritório, limpeza, manutenção...);

c) Pagar seus impostos em dia;

d) Manter atualizados seus principais equipamentos de trabalho (computadores, softwares, equipamentos de medição);

e) Investir permanentemente em atualizações profissional (assinatura de revistas técnicas, participação em palestras, cursos e congressos, visitas às feiras e outras viagens de estudo);

f) Ter uma renda pessoal que seja correspondente a um bom emprego na inicitaiva privada (incluindo benefícios como férias e décimo terceiro salário), para que, com essa renda possa ter um bom automóvel, uma casa confortável, educação de qualidade para seus filhos, assinar um bom jornal, ter TV por assinatura, viajar nos feriados e nas férias...

Aprender a pensar nisso tudo nos leva diretamente à equação de precificação correta do nosso trabalho.

Ninguém atira no própio pé por vontade própria. Nenhum arquiteto ou engenheiro tem o objetivo de arruinar o mercado onde ele mesmo colhe seus frutos.

Os profissionais que mergulham em preços absurdamente baixos são, muitas vezes, apenas IGNORANTES.

Ignoram que estão destruindo suas próprias carreiras. Ignoram que estejam condenando a si próprios ao submundo da Arquitetura e da Engenharia, com seus computadores ultrapassados, softwares piratas, escritório clandestino, empregos informais, desinformação profissional... Enfim, uma vida profissional indigna.

Se as entidades de classe desenvolverem atividades que ataquem essa IGNORÂNCIA, não será preciso, nunca, recorrer a nenhuma Tabela de Honorários.

De alguma forma, eu me sinto fazendo a minha parte nesse trabalho, pois os meus livros e os meus cursos e palestras tentem atacar exatamente esse inimigo: a ignorância empresarial.

E (verdade seja dita) também não posso reclamar da falta de atenção dos colegas, pois muitos têm comprado meus livros e os meus cursos e palestras sempre têm boa participação.

Só devemos esperar, então, é que mais e mais gente entre nessa verdadeira guerra. Mais gente escrevendo sobre esse assunto. Mais gente produzindo bons cursos e palestras. Mais recursos dos CREAs e das Entidades de Classe destinados aos seminários e congressos que ataquem essa questão...

...e teremos, no futuro, uma profissão muito mais organizada e profissionais muito mais felizes.

É isso.





PADILHA, Ênio. 2011




Este artigo é baseado no capítulo 11 do livro NEGOCIAR E VENDER SERVIÇOS DE ENGENHARIA E ARQUITETURA. 5ª ed. Balneário Camboriú: 893 Editora, 2018. pág. 176





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