Domingo, 19/08/2018 – Veja todos os posts publicados nesta semana.

Da Hora!

PARE DE ATRAIR POLÍTICOS MENTIROSOS

(Publicado em 19/08/2018)



A campanha política para Presidência da República e para o Governo dos Estados segue à todo vapor. E já começo a perceber a preferência de muita gente por candidatos cujas propostas são simples e erradas para problemas difíceis e complexos. No mais das vezes, são apenas promessas impossíveis de serem cumpridas, mas que sempre arregimentam multidões de eleitores incautos.





Henry Louis Mencken, jornalista e crítico social norte-americano, disse, em 1917, que "Para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada.".

Outro norte-americano, o economista e crítico social Thomas Sowell disse outra frase lapidar, que ilustra este artigo: "O fato de que muitos políticos de sucesso são mentirosos não é exclusivamente reflexo da classe política. É também um reflexo do eleitorado. Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las".

No Brasil desses últimos três ou quatro anos, a crise econômica, o desencanto com os políticos e as lideranças de redes sociais criaram um terreno fértil para o surgimento de salvadores da pátria irresponsáveis que, para conquistarem eleitores fazem qualquer promessa.

Ok. tudo bem. não há nada que se possa fazer quanto a isso. Esse tipo de político/candidato sempre existiu. Mas, como diz Thomas Sowell, ele só floresce e cresce num terreno onde os eleitores fazem a sua parte, demandando por coisas impossíveis ou improváveis.

Eu gostaria de poder acreditar em algumas promessas, mas sei que não é tão fácil quanto parece. Então procuro estabelecer algumas "peneiras do bom senso" para as coisas que eu escuto. Se o candidato diz que vai resolver determinado problema com uma determinada solução eu me pergunto: "Ele está dizendo de onde vai sair o dinheiro para isso?"

"Ele está dizendo como é que irá convencer os deputados e os senadores para apoiarem e votarem a favor dessa proposta?"

"Ele já sabe como lidar com o Ministério Público, com os movimentos sociais e com os sindicatos para não ter a sua proposta bombardeada?"

Se ele não tem respostas para essas perguntas então o que está sendo dito é apenas uma alegoria. Uma fantasia. Uma promessa que tem apenas um propósito: conquistar os eleitores tolos que desejam coisas impossíveis ou improváveis.

• Não existe uma solução simples para o desemprego no Brasil;
• Fazer os trens voltarem a transportar passageiros no Brasil inteiro não é uma solução possível no primeiro mandato de nenhum presidente;
• Aumentar o salário dos professores, dos policiais, ou dos médicos não é uma solução tão fácil quanto muitos imaginam.
• A reforma da previdência, a reforma política e a reforma do estado não pode ser feita somente pela vontade do presidente da república.
• O problema da segurança pública é impossível de ser resolvida com uma canetada…

NESTE PONTO DO ARTIGO ficaria muito interessante se eu citasse dois ou três exemplos de promessas ou propostas absurdas feitas pelo candidato A ou B, em resposta a demandas de eleitores sem noção. Mas aí, você já sabe: seria um Deus-nos-acuda! Eu teria de lidar por uma semana com comentários raivosos de todo tipo de fiel seguidor de candidatos desde a extrema esquerda até a extrema direita. O foco seria perdido e o artigo perderia o sentido.

O objetivo aqui não é discutir os candidatos nem suas propostas. O objetivo aqui é discutir os eleitores e a qualidade e a racionalidade das suas demandas.

Estabeleça você também as suas peneiras do bom senso: pergunte-se se a proposta do seu candidato é viável, se há dinheiro pra fazer o que ele propõe, se depende só dele ou depende do congresso e do judiciário. Você vai ver que, no fim das contas, sobra muito pouca coisa que se aproveite.

Pare de demandar por soluções impossíveis. Pare de atrair e valorizar políticos mentirosos.



ÊNIO PADILHA
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ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Qualquer novo conhecimento provoca
dissoluções e novas integrações."

HUGO VON HOFMANNSTHAL

(1874-1929)
Escritor austríaco no livro O Livro dos Amigos

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Se eu só pudesse dar 3 palavras de aconselhamento,
elas seriam: Fale a verdade. Se eu tivesse mais 3,
eu acrescentaria: Todo o tempo."

RANDY PAUSCH

(1960-2008)
Professor norte americano de Ciência da Computação
em A última conferência na sua última palestra em 2008

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"Nada contribui tanto para tranquilizar a mente
quanto um objetivo claro."

MARY SHELLEY

(1797-1851
Escritora britânica no livro Frankenstein: O Moderno Prometeu,
página 4

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"Todos os homens se enganam, mas só os grandes homens reconhecem que se enganaram."

BERNARD LE BOVIER DE FONTENELLE

(1657-1757)
Escritor francês, citado no livro Obras de Fontenelle,
de Georges Bernard Depping, página 212

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Consciente e inconsciente, os dois têm que estar envolvidos
para que a comunicação seja perfeita. "

CARVALHO NETO

Administrador e escritor, no livro Marketing Pessoal,
página 69

ALIRUBIT

UM ARTIGO COM RECORD DE POPULARIDADE

(Publicado em 17/08/2018)



QUANDO ESTE SITE ENTROU NO AR, em 1996, a gente olhava todos os dias para o contador de visitantes. Passaram-se exatamente 6 meses (SEIS MESES!) para que o numerozinho marcasse o tão esperado 1000. Foi uma festa!

Foram mais quatro anos até que, no ano 2000 conseguimos a façanha de termos 1000 visitantes por mês. E, nos últimos meses, a média de visitantes do site fica em torno de 15 a 20 mil leitores/mês.

Pois bem: na quarta-feira de manhã eu publiquei um artigo no site UMA PONTE NÃO CAI POR UMA ÚNICA CAUSA sobre a questão da Responsabilidade Objetiva dos engenheiros (tendo como pano de fundo a tragédia da Ponte Morandi, em Gênova, na Itália.

Em menos de 48 horas este artigo já teve mais de 4000 leitores. (QUATRO MIL!). No Facebook, até agora, o post já teve mais de 60 compartilhamentos. Sim, este é o artigo com o recorde de "popularidade nas primeiras 48 horas". E eu fico muito feliz. Agradeço aos leitores e aos amigos que tiveram a generosidade de compartilhar o link e com isto tornar o texto disponível para mais pessoas.

Para ter uma ideia do que este número significa, basta dizer o seguinte: eu escrevi três artigos nesta semana. O primeiro, na segunda-feira (INOVAÇÃO DISRUPTIVA É O NOSSO TREM BALA) teve até agora 154 leitores; o segundo, ontem (COBRAR IMPOSTOS SOBRE DIVIDENDOS NÃO É APENAS ILEGAL. É IMORAL) teve 176.

E segue o baile.



ÊNIO PADILHA
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ARTIGOS DE ÊNIO PADILHA

UMA REFLEXÃO SOBRE VALOR COMERCIAL DO SEU TEMPO
(Ou de quanto podemos cobrar pelo uso do nosso tempo).

(Este artigo foi extraído do capítulo 11 do livro ADMINISTRAÇÃO DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA)



Quanto vale o seu tempo? Quanto você pode cobrar por ele? Melhor dizendo, quanto seus clientes ou empregadores estão dispostos a pagar pelo seu tempo? O que você pode fazer para que o seu tempo seja mais valorizado?





Pense no seguinte: pense num menino ou numa menina de 10 anos que não tenha nenhum talento especial (artístico, esportivo, comercial...) e, naturalmente, não possui ainda nenhum conhecimento, capacidade ou habilidade que possa ser comercializada.

Digamos que ele, nesta idade, abandone a escola e não se dedique a nenhuma atividade de aprendizado de coisa alguma. Gaste seus dias apenas se distraindo ou se divertindo. Digamos que, por sorte, esse menino não seja cooptado pelo mundo do crime nem se torne usuário de drogas. Que se torne apenas um adulto sem nenhuma qualificação. Pior, sem, sequer, a condição de aprender habilidades simples.

O que resta ao nosso jovem quando chega aos 16 ou 18 anos? Quanto vale sua hora de trabalho? Por quanto ele pode vender a sua força de trabalho?
Não é preciso ser especialista em economia para saber que este suposto jovem terá de vender sua força de trabalho por um valor muito baixo (algo em torno de R$ 3,00 a R$ 5,00 por hora). Este é o valor da hora de trabalho de pessoas muito jovens e sem nenhuma instrução, treinamento ou experiência.

Se este nosso jovem optar por não frequentar nenhuma escola e não participar de nenhum treinamento profissional, ele somente poderá melhorar seu rendimento contando com a experiência prática, o que implica continuar trabalhando e esperar o tempo passar.
Considerando, novamente, o melhor dos mundos, ou seja, que o nosso jovem não caia na bebida ou nas drogas, que não se envolva em nenhuma atividade ilícita e que seja um bom trabalhador, ele chegará à idade madura (lá pelos 40, 50 anos) ganhando seus R$ 6,00 a R$ 10,00 por hora.



NOTA: Embora existam pessoas que fogem ao padrão apresentado acima, é preciso reconhecer que esses casos geralmente são resultados de combinações excepcionais de talento, sorte e disciplina. Não é, seguramente uma boa aposta, pois a possibilidade de uma pessoa adulta que não tenha estudo nem treinamento técnico profissional ganhar mais do que foi sugerido acima é, realmente, muito baixa.



Do que foi visto acima, podemos deduzir o seguinte: para chegar à idade adulta (e, depois, à idade madura) com a possibilidade de cobrar mais caro pelo uso do seu tempo nas ATIVIDADES DE PRODUÇÃO, o indivíduo precisa investir corretamente boa parte do seu tempo nas ATIVIDADES DE PREPARO. Vamos explicar melhor isso:

Podemos dizer que usamos o tempo em atividades de PRODUÇÃO (quando estamos fazendo alguma coisa que o nosso cliente está pagando) e em atividades de PREPARO (quando estamos fazendo coisas que contribuem para reduzir o tempo e aumentar o valor da utilização do tempo em atividades de produção)



NOTA: Existem autores que preferem os termos "Atividades de Exploração" (onde utilizamos "Atividades de Preparo") e "Atividades de Utilização" (para o que chamamos "Atividades de Produção")



O uso racional do tempo em atividades de PREPARO amplia o valor do tempo aplicado em atividades de PRODUÇÃO.

ATIVIDADES DE PREPARO - são as atividades nas quais o indivíduo está empenhado em desenvolver seus talentos e capacidades, para que o seu trabalho possa ser mais valorizado. Em outras palavras, para que cada minuto do seu tempo tenha mais valor;

ATIVIDADES DE PRODUÇÃO - são as atividades nas quais o tempo consumido é totalmente transformado em produto, ou seja, em algo pelo qual o cliente está disposto a pagar para receber.
No dia a dia profissional os processos de decisão constituem, normalmente, as atividades mais desgastantes, cansativas e consumidoras de tempo.

Quanto mais e melhor for aplicado o tempo nas atividades de preparo, menos tempo será consumido no processo de decisão sobre "como fazer as coisas," uma vez que o conhecimento e a habilidade obtidos nas atividades de preparo tendem a tornar o processo de decisão mais rápido, eficaz e confortável. Portanto, mais valorizado se tornará o seu tempo para aplicação nas atividades de produção.

Quanto menos tempo gastar "decidindo coisas" e mais tempo gastar "fazendo coisas", mais descansado você se sentirá no final de cada dia de trabalho;

Esta discussão acima, serve para esclarecer a importância do investimento em ATIVIDADES DE PREPARO, popularmente conhecidas como Educação e Treinamento Técnico. Mas também deveria servir para que o leitor tenha uma noção de que o PREPARO tem um custo e que este custo deve ser repassado ao cliente na hora de vender o seu produto. Ou seja, atividades de preparo são a PLANTAÇÃO e as atividades de produção são a COLHEITA.



Estudar, fazer cursos, participar de palestras, ler livros, revistas técnicas, artigos, acadêmicos, tudo isso são atividades típicas de Preparo. Durante algum tempo na sua vida (dos 5 aos 25 anos) esse tipo de atividade deve ter PRIORIDADE ABSOLUTA. Significa que durante este período, nada deve ser considerado mais importante do que estudar e se preparar.

Entre os 16 anos e 25 anos de idade outros interesses aparecem e podem competir com as atividades de Preparo. Isto inclui oportunidades de trabalho. Muitas pessoas, assim que começam a ter Atividades de Produção (e, portanto, começam a ganhar algum dinheirinho) começam a dar a esse tipo de atividade um valor absurdamente alto e acabam relegando ao segundo e terceiro planos as atividades de preparo. Anos depois ficam choramingando pelos cantos que não tiveram sorte nem oportunidades. Tiveram, sim. Mas viraram as costas para ela. Colheram tudo o que tinham plantado e esqueceram de que deveriam continuar plantando.

Depois dos 25 anos, para quem fez a lição de casa, o processo de formação já estará concluído. Daí pra frente é preciso fazer (1) Manutenção do conhecimento, (2) Formação continuada e (3) Especialização.

Tudo isso exige muito investimento em Atividades de Preparo. É claro que, a essa altura da vida, as atividades de Produção (a colheita) já tem uma importância considerável, mas, quem parar de plantar será engolido pela concorrência melhor preparada (com melhores diferenciais competitivos), especialmente se o seu produto possui alto componente intelectual agregado (é o caso da Arquitetura e da Engenharia).

O profissional não deve perder de vista os livros, as revistas técnicas, as palestras, os cursos e as especializações. È preciso reservar algum tempo na sua agenda diária para se dedicar a isso. Essas atividades de Preparo irão, continuamente, elevar o valor da sua Hora de Trabalho. Ou seja, permitir que você possa tirar melhor proveito das atividades de Produção.



ÊNIO PADILHA
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ADMINISTRAÇÃO DE ESCRITÓRIOS DE ENGENHARIA
E ARQUITETURA

Os bastidores dos negócios bem sucedidos: do processo de escolha dos sócios à determinação dos preços (passando pelo treinamento dos empregados, sistematização de processos,controle financeiro e Marketing)

ÊNIO PADILHA
3ª ed. 2017 - 200 páginas
ISBN 978-85-62689-80-2 - OitoNoveTrês Editora

Apresentação: Ricardo Meira (Arquiteto, Quadrante Arquitetura, Brasília)
Prefácio: Rodrigo Bandeira-de-Melo (Engenheiro e Professor da FGV, SP)



Clique AQUI e leia as primeiras 18 páginas do livro (até o final do primeiro capítulo)



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ARQUITETURA

PROJETO DA TORRE MECÚRIO EM MALTA

(Publicado em 15/08/2018)



O atelier Zaha Hadid revelou novas imagens do projeto de construção da Torre Mercúrio, um edifício de 31 pisos, em Malta. A torre, de uso residencial e comercial, integrará apartamentos nos andares inferiores e um hotel nos 19 pisos superiores. A estrutura foi concebida com dois volumes sobrepostos, com orientações distintas, que compartimentam os diferentes usos do edifício.



Para obter mais informações visite engenhariacivil

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ARQUITETURA

6º PRÊMIO PARA ESTUDANTES DE ARQUITETURA E URBANISMO DE SANTA CATARINA

(Publicado em 14/08/2018)





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ENGENHARIA

UMA PONTE NÃO CAI POR UMA ÚNICA CAUSA

(Publicado em 15/08/2018)



Todos sabem. Eu já disse isso dezenas de vezes: eu adoro pontes. Considero a ponte um símbolo perfeito do trabalho do engenheiro (qualquer engenheiro, de qualquer área).
Eu sempre digo que Engenharia é a arte de construir pontes. Ou seja: encurtar uma distância ou reduzir um esforço.
Por isto uma tragédia como esta que ocorreu ontem (14/08/2018) em Gênova, na Itália, me deixa muito triste. Porque representa, em alguma medida, uma tragédia da Engenharia.





Ontem passei o dia procurando por notícias do acidente, nos portais de notícias do Brasil e de outros países.

O que temos de FATOS:

• Um trecho de cerca de 100 metros da ponte Morandi, em Gênova, no noroeste da Itália, desabou na manhã de terça-feira, dia 14/08/2018.
• A ponte foi construída na década de 1960.
• A ponte foi projetada pelo engenheiro italiano Riccardo Morandi. Outras pontes semelhantes foram projetadas pelo mesmo engenheiro na Líbia e na Venezuela
• A ponte da Venezuela também teve um pedaço que caiu, matando algumas pessoas. Esse desastre aconteceu em 1964 (logo depois que a ponte foi inaugurada) e foi deflagrado pela colisão de um navio contra uma das pilastras.
• A estrutura da ponte de Gênova desabou de uma altura de aproximadamente 100 metros.
• A ponte passava por obras de reforço de sua estrutura. Esse trabalho havia sido iniciado em 2016.
• Até a manhã do dia seguinte 39 pessoas foram dadas como mortas na tragédia (entre elas, três crianças). 16 pessoas ficaram feridas, sendo 12 em estado grave.
• Mais de 400 pessoas de 11 prédios vizinhos tiveram de ficar fora de casa após o desastre, até que a defesa civil avaliasse os riscos.
• A empresa concessionária da ponte, Autostrade per I’Italia, faz parte do mesmo grupo que também detém a concessão de algumas estradas no Brasil.


Pelo que eu li e ouvi de engenheiros especialistas, uma ponte (assim como um avião) não cai por um único motivo. Existem sistemas redundantes de segurança. É preciso uma cadeia de erros ou negligências para que um desastre como esse aconteça.

Pode haver
(1) Erro de estudo de solo (realizado por engenheiros)
(2) Erro de projeto (feito por engenheiros)
(3) Erro de execução (comandada por engenheiros)
(4) Uso de material inadequado (especificados e fiscalizados por engenheiros)
(5) Patologias (podem ser detectadas por engenheiros especialistas)
(6) Eventos naturais excepcionais (terremotos, furacões, descargas atmosféricas, etc) (são previstos nos projetos pelos engenheiros projetistas)
(7) Sobrecarga excepcional (são evitadas por engenheiros responsáveis pela manutenção das obras)

Um desastre como este não ocorre de uma hora para outra. Ele manda avisos: fissuras, rachaduras, barulhos estranhos… que podem ser detectados e interpretados por especialistas em patologias. No caso específico da ponte de Gênova, havia relatos dos moradores próximos sobre barulhos estranhos vindo da estrutura da ponte.

Por isto, antes de qualquer análise, podemos afirmar sem medo de errar: o que aconteceu em Gênova foi, sim, resultado de algum erro de Engenharia. Infelizmente.

Isto é uma coisa que é da natureza do exercício da Engenharia. A responsabilidade pela consequência.
Um engenheiro não é pago para fazer o melhor que pode. Ele não é pago para tentar fazer o prédio ficar de pé. Fazer o que for possível para que o avião voe ou que o navio flutue. O engenheiro tem responsabilidade pelo resultado. O trabalho dele tem consequência objetiva.

Ser engenheiro não é nada fácil. Definitivamente, não é para os fracos.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2018

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ENGENHARIA

PROFISSIONAIS CATARINENSES RECEBERÃO AS HONRARIAS DO
MÉRITO NACIONAL

(Publicado em 14/08/2018)



O Eng. Civil e Seg. Trab. Gelásio Gomes, presidente da CredCrea - Cooperativa de Crédito dos Profissionais do CREA-SC, e o Eng. Civil Olavo Fontana Arantes, serão homenageados com a Medalha do Mérito e Inscrição no Livro do Mérito Nacional, respectivamente. O evento acontece durante a abertura da 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), no dia 21/08/2018, em Maceió (AL).

Os nomes dos homenageados foram aprovados na sessão plenária nº 1458. Serão 12 profissionais com a Medalha do Mérito Nacional, 12 profissionais com Inscrição no Livro do Mérito, e ainda, três entidades com Menção Honrosa.



Para obter mais informações visite crea-sc

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ENGENHARIA

TRAGÉDIA EM GÊNOVA

(Publicado em 14/08/2018)



Queda de ponte deixa mortos em Gênova, na Itália





Acompanhe as notícias nos links abaixo:

PORTAL G1

PORTAL CNN

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ENGENHARIA

SOEA 2018 - MACEIÓ



13/08/2018 - 17h00





PROGRAMAÇÃO DA SOEA 2018



A programação da SOEA já está publicada no site do Crea-AL

Os destaques de cada dia são:

Terça-feira, dia 21/08/2018
• Abertura
• Homenagem ao Mérito
• Abertura da ExpoSOEA

Quarta-feira, dia 22/08/2018
• ENGENHARIA E ÉTICA NA RECONSTRUÇÃO DO BRASIL
   (palestra com Clóvis de Barros Filho)

• ENGENHARIA DE CLIENTES – COMO VENDER SEU SERVIÇO E PRODUTO
   NO MERCADO DE ENGENHARIA
   (mini-curso - o professor ainda não está identificado na programação)

Quinta-feira, dia 23/08/2018
• A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL
   (palestra com Gil Giardelli)

• OS DESAFIOS PARA OS NOVOS PROJETOS PEDAGÓGICOS DE CURSOS
   DE ENGENHARIA DIANTE DO NOVO PERFIL DE JOVENS ESTUDANTES
   (palestra com Luis Edmundo Prado de Campos)

Sexta-feira, dia 24/08/2018
• SABATINA PRESIDENCIAL
   (todos os candidatos foram convidados.
   Ainda não está informado sobre quem já confirmou a participação)




Clique AQUI ou sobre a imagem acima para ter acesso à programação completa.




ÊNIO PADILHA
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sobre a SOEA 2018

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ENTREVISTA - VIA VOZ TV - PIRASSUNUNGA-SP

(Publicado em 10/08/2018)



NA TERÇA-FEIRA dei uma entrevista para uma TV de Pirassununga. As perguntas do entrevistador:
(1) Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelos engenheiros e arquitetos no processo de venda dos seus serviços?
(2) Qual é o principal erro dos profissionais na administração dos escritórios?

Confira (são apenas 4 minutinhos):





Via Voz TV - Pirassununga-SP

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ADMINISTRAÇÃO - GERAL

COBRAR IMPOSTOS SOBRE DIVIDENDOS
NÃO É APENAS ILEGAL. É IMORAL.

(Publicado em 16/08/2018)



Alguns candidatos defendem abertamente. Outros não colocam o tema como bandeira de campanha mas também não se manifestam contra.
De uma maneira geral todos defendem a ideia de cobrar impostos sobre dividendos. A unanimidade sobre o tema faz parecer que se trata de uma questão simples. Mas tem um problema:





A cobrança de impostos sobre os dividendos prejudicaria de forma mortal os pequenos escritórios de Engenharia e de Arquitetura (que representam a maioria absoluta das empresas do setor). Não é possível que as instituições que deveriam cuidar dos interesses desses profissionais não estejam percebendo isso. Onde estão Crea, Confea, CAU, IAB, ASBEA, ABECE?

ENTENDENDO A COISA
O que são dividendos?
É a parte do lucro da empresa que é distribuída entre os sócios de acordo com a quantidade de ações ou cotas que possuem.
Lembrando que uma parte do lucro de uma empresa é reinvestido na própria empresa, para que ela continue crescendo. A outra parte (distribuída entre os sócios) é chamada de dividendos.

É importante lembrar que TUDO o que a empresa produz já é taxado. Já tem uma boa carga de impostos. O que sobra, portanto, já foi objeto da atenção do governo. Os dividendos quando existem já representam o resultado financeiro dos sócios depois de terem sido pagos vários tipos de impostos. Impor a esse resultado uma nova carga de impostos não é apenas ilegal (bitributação). É imoral.

O Capital produtivo, no Brasil, já sofre uma carga tributária estratosférica. O bom senso indica claramente que não existe margem para aumento de impostos. E, se isso é tão claro para empresas industriais e comerciais que se beneficiam de impostos que têm mecanismos de crédito, como o IPI e o ICMS, o que dizer das empresas prestadoras de serviços onde esse mecanismo de crédito simplesmente não existe?

Isso significa, portanto que empresas prestadoras de serviços de Engenharia ou de Arquitetura que já são penalizadas pelo sistema de tributação vigente no país ficariam ainda mais prejudicadas.

Além disso, para as pequenas empresas (o que corresponde a imensa maioria das empresas de Engenharia e de Arquitetura no Brasil) os dividendos são, na prática, a verdadeira remuneração do profissional proprietário ou sócio. Os dividendos representam o retorno que o profissional tem pelo seu investimento pessoal de tempo e energia para produzir os serviços e, eventualmente, gerar empregos.

Qual é a lógica em taxar essa renda? Eu posso estar enganado, mas creio que essa ideia de cobrar impostos sobre os dividendos servirá apenas para tungar os bolsos dos pequenos empresários prestadores de serviços.



ÊNIO PADILHA
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ADMINISTRAÇÃO - GERAL

EMPREGO OU EMPRESA: O QUE QUER PARA O SEU FUTURO?

Tomar uma decisão de carreira é algo extremamente complexo e se torna ainda mais complicado quando temos que fazer isso muito jovens, quando as dúvidas ainda superam as certezas. Muito por isso bastante gente resolve mudar de profissão pouco tempo depois de se formar. Ou mesmo ainda na graduação escolhe trocar de curso.

E quando a dúvida é seguir carreira como funcionário de uma empresa ou abrir seu próprio negócio? É aí que as coisas ficam ainda mais enroladas. A cultura brasileira é massivamente focada na busca por um bom emprego. De preferência, no setor público. Empreender, geralmente, é a última opção, quando "não deu certo" o plano A.

A necessidade de correr riscos que a decisão de abrir um negócio impõe é outro obstáculo. Nem todo mundo que quer a liberdade de construir o próprio futuro tem a disposição de se arriscar.

Como decidir, então, entre um emprego e sua própria empresa? Algumas questões pode ajudar nessa decisão:



Continue a leitura no administradores.com.br



Leia também ARQUITETO 1.0 Um Manual para o Profissional Recém-Formado e o Manual do Engenheiro Recém-Formado




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ADMINISTRAÇÃO - GERAL

INOVAÇÃO DISRUPTIVA É O NOSSO TREM BALA

(Publicado em 13/08/2018)



Uma das principais pragas do empreendedorismo e da gestão de negócios no Brasil (não sei se é assim no mundo inteiro) é a indústria dos modismos. Toda hora tem uma palavra nova encantando alguns iniciados e assombrando outros tantos que passam imediatamente a se sentir perdidos, atrasados e fora de moda.
A palavra da hora é DISRUPTIVO.





Comunicação disruptiva, marketing disruptivo, inovação disruptiva, educação disruptiva, design disruptivo, tecnologia disruptiva… tudo parece ter perdido completamente o valor se não for DISRUPTIVO.

Palestrantes, professores, consultores, autores e outros pretensos formadores de opinião (deveriam ser agentes do conhecimento) adotaram o termo e com isto tornaram seus trabalhos mais valorizados e atuais. E, como o termo é novo (novidade) contam com a vantagem de que pouca gente é capaz de avaliar os efeitos da aplicação prática do que está sendo ensinado e, mais importante: a diferença efetiva entre o que está sendo falado agora e coisas que já foram ditas e escritas há décadas.

Ao dicionário: Disruptivo refere-se a algo que causa disrupção, ou seja, separação e interrupção. Uma coisa é disruptiva se ela interrompe o ciclo normal de funcionamento de um processo. No mundo dos negócios, Disruptivo é um novo formato tecnológico que, se opondo aos modelos existentes, propõe uma nova estrutura de negócios que seja sustentável e que tenha escala.

É bonito? Sim. É interessante? Claro. Você precisa disso agora? Não sei. Você está preparado para isso? Provavelmente não.

Para a maioria dos escritórios de Engenharia e de Arquitetura no Brasil a inovação disruptiva corresponde ao Trem Bala brasileiro. Pra quem não lembra, a ideia do Trem Bala começou a ganhar corpo no final do segundo mandato do ex-presidente Lula, embora tenha ganhado força durante o primeiro mandato de Dilma Roussef, no embalo dos projetos da Copa do Mundo.

Parecia uma ideia interessante, mas ninguém se deu conta de uma coisa: em todos os países onde o Trem Bala é uma realidade ele é o ponto alto de uma indústria consolidada. É a cereja no topo do bolo de uma rede ferroviária muito grande e muito bem resolvida com dezenas de linhas e destinos, de tal maneira que essa inovação se encaixou sem solavancos na realidade existente.

O Brasil, como costuma fazer, quis dar um salto. Passando direto de uma mobilidade refém de caminhoneiros para o Trem Bala, sem escalas. Deu no que deu. Ou melhor, deu no que não deu!

Quando, em 2016, a Vale inaugurou o seu novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória Minas eu saudei o fato, no meu site com a afirmação de que O BRASIL NÃO PRECISA DE TREM BALA. PRECISA DE TREM, PONTO.

Agora eu digo o mesmo pra você que dirige um escritório de Arquitetura ou de Engenharia. Você precisa de um trem bala disruptivo? ou precisa de um trem bom, de uma boa malha ferroviária e de um sistema que funcione?

Em 2011 eu publiquei no nosso site o artigo BACK TO BASICS no qual eu já chamo atenção para um fato, em relação aos escritórios de Engenharia e de Arquitetura: ”Temos 120 anos de conhecimentos de gestão para recuperar. Nossos escritórios (a maioria deles) ainda é tocado com as mesmas técnicas de gestão utilizadas pelas empresas em 1890!
Estamos na Idade da Pedra da Administração. Precisamos fazer alguma coisa, claro!

Mas, atenção. Não devemos começar pelo fim, cedendo à tentação dos modismos da gestão.”


Portanto, antes de sair investindo em tecnologias de gestão disruptiva, avalie se você pelo menos já tem alguma coisa consistente para ser interrompida ou separada. Seu escritório não precisa de um trem bala se ainda não possui sequer uma rede ferroviária



ÊNIO PADILHA
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