Sábado, 23/06/2018 – Veja todos os posts publicados nesta semana.

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"É estranhamente absurdo supor que um milhão de seres humanos reunidos não estejam submetidos às mesmas leis morais
que se aplicam a cada um em separado."

THOMAS JEFFERSON

(1743-1826)
3º Presidente dos Estados Unidos em
Os Escritos de Thomas Jefferson: 1816-1826, página 68

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"O mundo da política é muito mais complexo do que a teoria segundo o qual marketing é uma atividade
mágica que decide eleições."

CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA

Professor, escritor e repórter, no livro O Marketing Eleitoral,
página 16

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Eu escrevo para que as pessoas queiram mais.
Esta é uma das aspirações fundamentais do escritor."

GABRIEL GARCIA MARQUES

(1927-2014)
Escritor, jornalista, editor, ativista e político colombiano. Considerado um dos autores mais importantes do século XX, foi um dos escritores mais admirados e traduzidos no mundo, com mais de 40 milhões de livros vendidos em 36 idiomas. Foi laureado com o Prêmio Internacional Neustadt de Literatura em 1972, e o Nobel de Literatura de 1982 pelo conjunto de sua obra, que entre outros livros inclui o aclamado Cem Anos de Solidão.

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Saber escrever a própria língua faz parte dos deveres cívicos. A Língua é a mais viva expressão da nacionalidade. Como havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade, se somos os primeiros a descuidar daquilo que a exprime e representa, o idioma pátrio?"

NAPOLEÃO MENDES DE ALMEIDA

(1911-1998)
Escritor, filólogo e professor brasileiro,
citado no livro Na Ponta da Língua de Carlos Andrade

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"As pessoas dependentes precisam das outras para conseguir
o que desejam. As pessoas independentes conseguem obter
o que desejam através de seu próprio esforço. As pessoas interdependentes combinam seus próprios esforços
com os esforços dos outros para conseguir
um resultado muito melhor."

STEPHEN R. COVEY

(1933-2012)
Professor e escritor, no livro Os 7 Hábitos das Pessoas Muito Eficientes, página 52

ARTIGOS

WEBER FIGUEIREDO - MUITO ALÉM DE BANANAS

(Publicado em 03/10/2016)



Em fevereiro de 2002 eu publiquei um artigo que até hoje é o meu artigo mais lido e publicado. Trata-se do "POR QUE É QUE A GENTE É ASSIM?" que obteve uma repercussão impressionante gerando uma chuva de comentários e até mesmo outros artigos - de outros autores - sobre o tema.

Um dos comentários mais interessantes que eu recebi foi do professor Weber Fiqueiredo, da UERJ e do CEFET. Este professor ficou muito conhecido no Brasil inteiro por conta de um belíssimo e inteligente discurso em que discorre sobre Engenharia falando de bananas e bananadas (foi publicado no nosso site, há algumas semanas - DISCURSO DO PROFESSOR WEBER FIGUEIREDO SOBRE TECNOLOGIA NO BRASIL). Esse discurso foi proferido em uma cerimônia de formatura da UERJ, mais ou menos na mesma época (2002).

Aqui, seu comentário faz parte de uma resposta à uma de suas alunas, de quem ele recebeu uma cópia do meu artigo.
Leia abaixo o que ele escreveu (os negritos e itálicos são do próprio autor).


WEBER FIGUEIREDO
Professor na UERJ e CEFET
webr@gbl.com.br

Prezada ex-aluna XYZ
Achei muito interessante o artigo que v. me enviou (Por que é que a gente é assim? do Eng. Ênio Padilha) e na qualidade de professor de engenharia da UERJ e do CEFET, gostaria de fazer alguns comentários. Pediria que você retransmitisse para os colegas.

SDS. Weber


Sobre o artigo (final deste e-mail) acredito que um dos motivos para a diferença entre médicos, advogados e engenheiros seja o mercado de trabalho. Assim:
Médicos, dentistas e advogados são formados para trabalharem como médicos, dentistas e advogados e realmente vão trabalhar com tal. O médico medica, o dentista cuida dos dentes e o advogado advoga.

Quanto aos engenheiros, a grande maioria não vai trabalhar como engenheiro de concepção (projeto), que é a função mais nobre da engenharia. Estudar tanto para fazer papel de técnico ou vendedor é lamentável. A eletrônica, elétrica e mecânica estão totalmente desnacionalizadas. Toda a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico já foi feito no exterior (G7). Resta ao engenheiro brasileiro funções que não necessitam de toda aquela base científica e tecnológica dada num curso de engenharia.

Quanto aos engenheiros civis, ainda há algum campo para projetos de porte mas que já está sendo ocupado por firmas multinacionais que trazem os projetos prontos.

Resta, então, obras pequenas que não interessam às grandes empresas. Mas, aí, há a concorrência dos técnicos e mestres-de-obra. E mais, a engenharia civil fica estagnada quando o país entra em recessão. Ela vem a "reboque" das outras atividades econômicas que necessitam de prédios para se instalarem. Se não houver crescimento econômico, a engenharia civil ficará só com a conservação do que já foi construído. Para isso, não precisa de tanta mecânica racional ou fenômeno de transportes.

A engenharia de produção está mais próxima da realidade do mercado, pois o aluno aprende superficialmente um pouco de cada assunto técnico, além de administração e economia, e suas atividades vão se concentrar na administração da produção (muito importante) e não em projetos que necessitam de base científica.

Os países ricos são ricos porque produzem riquezas (elementar meu caro Watson).

A produção de riquezas começa com o conhecimento da natureza através da física, biologia, química etc., junto com a matemática. Após dominar essas ciências básicas, o homem modifica a natureza através de outros conhecimentos chamados de tecnologia.

É daí que surgem as riquezas: prédios, computadores, carros, remédios, roupas, telefones, aviões, geladeiras etc.

O engenheiro é uma das peças chaves no processo de produção de riquezas porque ele é o responsável pelo desenvolvimento da tecnologia. É por isso que ele precisa ter uma boa base científica para exercer essa função.

Como no Brasil o desenvolvimento tecnológico é incipiente, resta ao engenheiro outras funções de engenharia, que embora sejam até importantes, mas não são as essenciais. É, aí, que começam os conflitos do estudante brasileiro: por que tenho que estudar tanto cálculo e tanta física? por que o professor da matéria tal aperta tanto? Provavelmente, um estudante de engenharia americano que pensa em ser projetista na Boeing, e.g., nunca faria tais perguntas.

Sou engenheiro eletrônico e vi muitos colegas projetistas sucumbirem nestas atividades por causa da tal globalização (neo-colonialismo). Os pacotes, as caixas pretas, as máquinas e os equipamentos já vêm prontos do estrangeiro. A fábrica na qual um dia eu desenvolvi projetos, vive situação difícil. O que ela projeta e produz aqui, está sendo importado pelas concessionárias de telecomunicações, criando bons empregos lá fora. Aliás, um dado impressionante: 70% do PIB brasileiro é controlado por não residentes.

Se algum dia, americanos ou europeus viessem a ocupar postos de trabalho dos nossos médicos, dentistas e advogados, acredito que o comportamento deles iria mudar.
Médicos e advogados têm grandes nomes brasileiros como referências profissionais. É comum dizerem: "segundo o jurista tal..., segundo o cirurgião tal..." . Na engenharia, as poucas referências existentes são na área civil ou de arquitetura. O Brasil não tem cientistas nem descobridores de renome, que seriam referências para os engenheiros.

Quanto ao comportamento social do engenheiro acredito que esteja relacionado à sua formação cartesiana. Gostamos das coisas lógicas e retilíneas. Lembro-me que um dia pedi a um advogado uma determinada lei para que pudéssemos cumpri-la à risca. Ele me respondeu: "não seja bobo, devemos descobrir o que a lei não diz para que possamos caminhar pelas suas brechas!" Aliás, advogados são aqueles que no primeiro dia de profissão praticam um gesto muito nobre: "penduram a conta no restaurante e saem correndo". Dificilmente engenheiros teriam coragem de fazer isto.

Acho que realmente os engenheiros são meio frios, talvez até porque tenham sido treinados para serem calculistas. Engenheiros encontram nos seus livros a verdade absoluta. E na vida real não há verdades absolutas. Há coisas insondáveis no comportamento humano que as escolas de engenharia não ensinam aos seus alunos. Elas estão preocupadas em ensinar coisas concretas, que podem ser quantificadas matematicamente, e o comportamento humano não pode.

Acredito que a maior auto-estima que se possa dar ao Engenheiro (E maiúsculo) recém-formado é um emprego no qual ele possa aplicar e desenvolver toda a ciência e tecnologia aprendida na faculdade.

Como isso raramente acontece, muitos engenheiros ao longo da caminhada enveredam por outras áreas: administrativa, comercial, gerencial e até política.
E sabe o que acontece? A maioria se sai muito bem!

Weber Figueiredo



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Administração ---Financeira

Leia o comentário do professor Weber Figueiredo

ARTIGOS

COMPRADORES PROFISSIONAIS - COMO ENCARAR?

(Publicado em 24/06/2007)



Nada aborrece mais a um bom engenheiro ou arquiteto do que um comprador metido a esperto!





Você conhece o tipo: ele trabalha em uma empresa que é cliente (ou cliente potencial) e é o responsável pela contratação do serviço. Fez vários cursos de negociação e aprendeu que um comprador deve sempre conseguir o melhor preço.
“Melhor preço”, para ele, significa “menor preço”. Mesmo que o menor preço o leve direto ao pior serviço. Não importa. Ele avalia seu próprio desempenho (como comprador) pelo valor correspondente à diferença entre o preço da proposta mais alta e aquela “mais em conta”.

Negociar, para ele, significa “baixar o preço”. É a única coisa que importa. Quanto mais ele conseguir baixar o preço mais ele se sente eficiente.

Alguns agem assim por arrogância, prepotência ou pelo simples exercício gratuito de poder.
Outros, por preguiça. Sabem que não é a forma mais inteligente de agir, mas não querem se dar ao trabalho de aprender como se faz. A maioria, no entanto, tem esse comportamento por pura ignorância. Eles não sabem o que estão fazendo.

É isso mesmo. Não se espante. Uma das características dos serviços de Engenharia e de Arquitetura é justamente o fato de que a maioria dos clientes não sabe discernir entre um bom serviço e um “dinheiro jogado fora”. Isso se deve justamente ao fato de que serviços de Engenharia e arquitetura são produtos cuja correta avaliação depende de conhecimentos técnicos que nem sempre são dominados pelo cliente.
A análise da relação custo x benefício nem sempre está ao alcance dos conhecimentos do comprador. Isto contribui para que os serviços de Engenharia e de Arquitetura sejam produtos que, além de "mal vendidos" são também muito “mal comprados".

Engenheiros e Arquitetos precisam se dar conta da importância estratégica do tal do Marketing Institucional. Isto significa, basicamente, o seguinte: mais de metade de tudo o que um engenheiro ou arquiteto fizer, em termos de marketing, deve ser institucional. Ou seja, com o objetivo de construir (na cabeça do cliente) uma imagem positiva da Engenharia ou da Arquitetura (e não apenas da sua empresa ou do seu produto).

O profissional precisa ter claro para si que o mercado não sabe comprar serviços de Engenharia e Arquitetura. Portanto, precisa aprender. E não há melhores “professores” disponíveis do que os próprios profissionais fornecedores desses serviços.

Temos de incorporar esse “conceito” como fundamental. Qualquer atividade de marketing precisa ter uma dose (50% pelo menos, repito) de institucional. É preciso “ensinar” ao mercado que a única maneira inteligente de comprar Engenharia e Arquitetura e fazer a análise da relação Custo x Benefício.

É preciso destacar a importância, a utilidade e a necessidade da Arquitetura e da Engenharia, antes mesmo de tentar convencer o cliente a contratar um determinado profissional em particular.

O combate aos compradores “espertos” com suas técnicas de compra infalíveis, cuja cultura já está disseminada no universo corporativo só se dará com inteligência e estratégia.

É um trabalho de todos os profissionais. E precisa ser incorporado às tarefas do dia-a-dia.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2018

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ARTIGOS DE ÊNIO PADILHA

SE O SEU ESCRITÓRIO FOSSE UM TIME DE FUTEBOL,
EM QUAL DIVISÃO ELE ESTARIA JOGANDO?

(Publicado em 08/01/2016)



Ter um time competitivo, tanto no futebol como no mercado profissional depende de muitos fatores, muitos detalhes. E de muito profissionalismo.
Um clube de futebol pode até ser campeão com uma ou outra deficiência. Mas, no geral, se o profissionalismo e a excelência não forem uma regra geral, pode se preparar para jogar nas divisões inferiores (e sofrer com qualquer crise)





Você, certamente, já ouviu falar em "atleta de alto rendimento". É a denominação utilizada para falar dos atletas que treinam para competições de alto nível (campeonatos estaduais, nacionais e internacionais). Eles convivem em um ambiente competitivo, que não aceita falhas e exige concentração, dedicação, muito trabalho e uma boa dose de paixão pelo que fazem.

Se esse espírito fosse trazido para o ambiente de atuação profissional da Engenharia ou da Arquitetura, como você estaria posicionado? Em que categoria estaria competindo? Estaria jogando na primeira divisão? Estaria, pelo menos, numa das divisões de acesso? Ou seria um desses competidores amadores? (atletas de fim de semana).



Você gostaria de ser um profissional de alto rendimento? De estar na elite da sua área de atuação profissional? Pois saiba que isto não é tarefa fácil. Pouca gente consegue. Muitos sequer tentam. E existem muitas razões para isto. Vejamos algumas:

(1) Os indicadores de desempenho profissional na Engenharia e na Arquitetura não são muito objetivos;

(2) O período de amadurecimento (e resultados) de boas estratégias de desenvolvimento profissional é muito longo. Algumas vezes são décadas. Nem todos têm paciência para esperar. Muitos acabam optando por atalhos que resolvem problemas imediatos mas que, no longo prazo, levam à mediocridade;

(3) Existem algumas confusões quanto à determinação do que é SUCESSO na profissão. Nos primeiros tempos depois da formatura, por exemplo, "ganhar bem" é sempre um fator utilizado como referência de sucesso, quando, muitas vezes, os trabalhos que melhor remuneram nesse período podem não ser os que garantem melhores resultados no futuro.

Para ter um time que joga na primeira divisão e não corre o risco de rebaixamento para as divisões inferiores um bom escritório de Arquitetura ou de Engenharia precisa, entre outras coisas,
• Escritório devidamente regularizado, com os impostos e obrigações trabalhistas em dia
• Instalações e equipamentos profissionais
• Softwares legalizados
• Um sistema integrado de gestão que funciona
• Um excelente manual interno de procedimentos
• Um excelente programa de treinamento e aprimoramento profissional
• Boa gestão financeira
• Boa gestão dos recursos humanos

Os profissionais do escritório devem ter
• Horários apropriados e obedecidos para tarefas profissionais
• Excelente relação com profissionais de outras especialidades
• Excelente relação com os fornecedores do serviço projetado
• Pleno conhecimento dos custos envolvidos na obra projetada
• Participação em Conselhos Profissionais ou Entidades de Classe
• Especialização real e reconhecida pelo mercado
• Excelente capacidade de comunicação

Não é fácil. Mas é possível. O problema é que a maioria dos profissionais nem tentam jogar na primeira divisão. Acomodam-se na zona de conforto do campeonato de várzea e ficam por ali, esperando o tempo passar. E sofrendo as consequências de qualquer crise, seja ela um verdadeiro tsunami ou uma simples marolinha.



ÊNIO PADILHA
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AUTOR CONVIDADO

CLIENTE E ARQUITETO: OS DOIS LADOS DA MOEDA
(Dorys Daher)


DORYS DAHER
dorysdaher@hotmail.com






Cada caso é um caso. Nada mais verdadeiro quando se trata de decodificar a alma do cliente, esse desconhecido. Uma das perguntas mais freqüentes que ouvi durante toda a minha vida profissional foi: “Como são os outros? São parecidos comigo?” Todos aqueles com os quais trabalhei ao longo dos anos sempre tiveram a curiosidade aguçada para o comportamento, os desejos, o modo de viver e as possibilidades financeiras do outro. “Você tem muitos clientes ricos? Tem muitos clientes VIPS?” Ou então, de forma bem humorada, querem saber: “Todo cliente é pobre como eu?”, “Todo cliente fica regateando no preço?” “Você me acha muito indecisa?”.

Para essa fantasia sobre o outro, espécie de voyeurismo saudável e natural, não há uma resposta fácil, pronta e acabada, porque há circunstâncias, situações, detalhes, sutilezas que vão fazendo de cada cliente, uma pessoa única e singular.

Há traços gerais que definem os perfis clássicos da clientela. São tipos que podem ser enquadrados em algumas categorias e estilos com os quais o arquiteto precisa aprender a lidar, em suas inúmeras variações.

Júnior tinha uma enorme necessidade de dizer aos amigos que a idéia do projeto era dele. Afirmar uma autoria inexistente é uma forma de valorizar-se como pessoa e, ao mesmo tempo, deixar de reconhecer o trabalho do profissional. Na hora de pagar, sempre ficava certo constrangimento, como se aquele dinheiro fosse gasto desnecessariamente em um projeto que, afinal de contas, tinha sido feito “por ele”, Junior! Nesses casos, não adianta se incomodar. A relação pode deteriorar-se, caso o arquiteto não tenha segurança para compreender que as fantasias de autoria assemelham-se àquelas de um paciente que fica horas na internet pesquisando uma determinada doença, para discutir com seu médico particular. E depois diz triunfante: “Fui eu que descobri o que é que eu tinha!” No fundo, no fundo, o que Junior queria era ser autor e construtor de sua própria história e casa.

Alfredo era o oposto de Junior. Não dizia nada. Não manifestava qualquer desejo. Não indicava qualquer caminho. Deixava claro que cabia ao arquiteto adivinhar quais suas expectativas e necessidades, quais os seus gostos mais ocultos bastando, para isso, meia hora de conversa.

Clientes como Alfredo, testam a competência do profissional e escondem suas próprias idéias por receio, timidez ou malícia. Sabem perfeitamente o que querem. Mas não falam. Acreditam que o profissional está ali para dizer o que deve ser feito, como um pai-de-santo que, em transe, penetra na alma do consulente para desvendar seu passado, presente e futuro. E pobre do arquiteto que não treinar a mediunidade. Será visto, para sempre, como desinteressado, burro ou preguiçoso.

Há clientes como Nélson. Diante de qualquer sugestão, expandem-se em elogios, vibram, curtem, deliram. O profissional apresenta o projeto e eles se debruçam, embevecidos, sobre as folhas plotadas (termo atualizado para as antigas cópias heliográficas ou o enrolado de papel vegetal) elogiando cada detalhe, cada trecho, cada solução. Nélson ouvia encantado a descrição dos acabamentos, dos materiais a serem usados, das aberturas, da fachada. Tudo era perfeito, genial, mirabolante. Ficava dominado pelas idéias. Emocionava-se ao ver sua casa projetada sobre a mesa, pronta e acabada em sua imaginação. E concluía em êxtase “Você é minha Deusa”, o que me deixava dividida entre a felicidade e o constrangimento, porque esse perfil de cliente na realidade, não costuma entender muito bem o projeto apresentado.

A alegria com que recebem o layout é, para eles, um momento de deslumbramento. São cheios de entusiasmo, de alvoroço e paixão. Quando esses têm muito dinheiro, são esbanjadores, gastam sem culpa e formam uma parceria única e inesquecível com o arquiteto. Para eles, não há limites ao prazer de viver, em todas as suas dimensões. É o sonho de todo arquiteto.

Alguns clientes só chamam o arquiteto no último minuto do segundo tempo. Quando o bandeirinha já está assinalando para o juiz que é a hora de acabar o jogo.
Vilma e Artur tentaram resolver, sozinhos, o problema da reforma. Durante semanas discutiram, brigaram e não conseguiram encontrar a solução ideal para a ampliação da sala e a construção de uma suíte para os hóspedes. Quando todas as suas idéias se esgotaram, decidiram chamar um arquiteto. Na primeira entrevista, informaram logo: “Idéias nós temos. Muitas. E são todas espetaculares. Mas não se encaixam na reforma! Queremos, apenas, que você resolva o problema!”.

Para eles, estava muito claro que chamavam um profissional como último recurso, o salvador. Achavam-se capacitadíssimos para criar projetos “geniais”, conceber layout fantásticos, imaginar detalhes formidáveis. Agora, queriam um mágico para tirar o projeto da cartola, ao som de orquestras. Ninguém poderia ser mais competente que eles. Apenas não lhes tinha ocorrido, ainda, a solução correta. E ponto final.
Há clientes que acreditam que arquitetura é lazer. Portanto, nem ouso agendar, durante o horário comercial, um encontro para mostrar o meu projeto em seu escritório. “Nem pensar. Estou trabalhando, não posso discutir com você, agora!” Ele não imagina que o arquiteto também é um profissional com horário a cumprir, casa, família, obrigações. As entrevistas serão marcadas às dez horas da noite, nos sábados, domingos e feriados. Existem clientes que acham que avaliar o projeto é como ir ao teatro, ver televisão ou curtir um cinema. Assim, acabam estendendo o encontro até à meia-noite.

Há o homem solteiro ou recém-divorciado, empresário que pretende reformar o apartamento e recomeçar a vida. Ele não questiona nada. É rápido, objetivo, determinado. A casa deve cumprir sua função e nada mais. Quer execução, eficiência, impessoalidade. Detesta que o importunem com questões sobre que tipo de acabamento e revestimento usar; preocupa-se com a qualidade das instalações e o resultado final. Não tem tempo para perder com nenhum detalhe. Delega competência para que o arquiteto decida por ele, desde que tudo seja feito de forma rápida e profissional. O mesmo se pode dizer em relação à mulher bem sucedida profissionalmente. Solteira ou não.

No lado oposto, está o detalhista. Cada etapa do projeto e sua execução são debatidas durante horas e, por vezes, dias. Quer saber por que foi escolhido esse material e não aquele e qual diferença existem entre um e outro, quem está usando isso ou aquilo, por que, quando e como e onde determinado tipo de mármore pode ser encontrado - “eu vou passar lá para ver!”. A mulher dele não abre a boca. Não fala nada. Não dá palpite. Apenas nosso minucioso cliente decide, sugere e pede mil explicações.

Há os analisados. Esses sabem o que querem e quanto vão gastar, ou até onde podem chegar. Escutam, questionam, ponderam. São, em geral, muito bem informados, de alto nível intelectual e formam uma idéia clara e exata da profissão e da função do arquiteto na sociedade. Graças a Deus!

Outros, como Suzana, “alugam” o profissional e o elegem como uma espécie de psicanalista particular. Ligam para falar de tudo, menos do projeto. Contam a história da babá, do cachorro, do marido, dos filhos, da cunhada e até do que está faltando na geladeira. Não são objetivos, nem querem ser. Ocupam o arquiteto em tempo integral. “Afinal – pensam - ele está ali para me ouvir”. Precisam de atenção. Precisam de um amigo para escutar as suas angústias, seus medos, suas carências. O resultado é que o trabalho se estende por um tempo muito maior do que deveria, porém não deixa de ser realizado.

Suzana telefonava, em pânico, para dizer: “Não faço nada sem você!” Era dependente assumida. Tinha pavor de ser obrigada a decidir qualquer coisa sem a presença do profissional. Do projeto, estendeu as consultas à sua vida pessoal. Ligava para perguntar como receber os pais do noivo, que vestido usar, que serviço de buffet escolher, qual vinho servir. E qual a cor do saco de lixo que vai compor o visual da área de serviço.

Há os dependentes camuflados. Mostram-se auto-suficientes, mas entram em pânico quando o arquiteto diz que vai viajar. O telefone não para de tocar e os possíveis imprevistos passam a ser determinantes:
“E se... o pedreiro faltar?”
“E se... o marceneiro não entender a planta?”
“E se... o espelho quebrar (sete anos de azar)?”
“E se chover? E se fizer sol?”
“Padecem da síndrome do e se...?”

Tudo será problemático, mesmo sabendo que o trabalho continuará. Existem outros profissionais encarregados pelos projetos e pelas obras, trabalhamos em grupo e o escritório não pára. . E o pior é que se existe um por cento de chance da “coisa” dar errada, isso certamente irá acontecer.

No fundo, ou talvez “bem na superfície”, me sinto feliz por serem tão dependentes assim. Já pensaram como eu me sentiria caso o telefone não tocasse...? Gosto de reclamar! Lidar com pessoas tão diversas exige maleabilidade e prazer em escutar o outro.

É um exercício de empatia. Saber tratá-lo como ele quer e merece vai depender da capacidade de percepção do arquiteto. Nem sempre temos sucesso. Tenho clientes com os quais só posso me aproximar na base do humor, da brincadeira, da informalidade. Quanto mais extravagantes, sonhadores e engraçados formos, mais nos entendemos, mais o trabalho rende.

Há outros que exigem uma postura circunspecta. Para eles, qualquer brincadeira soa como desrespeito e falta de profissionalismo. Acendem o sinal vermelho a qualquer deslize de humor. Desconfiam que possam estar na mão de amadores. Se isso acontecer, aí pode ser o caos. Em um outro encontro - se houver! – uma mudança de abordagem é fundamental.

Apesar do humor, por vezes caricatural, com que me refiro aos personagens presentes na vida de um arquiteto, a verdade é que são eles minha fonte de energia. São eles que me envolvem, me fazem vibrar, me enchem de alegria e me alimentam de afeto. Essa troca de fluidos dinamiza o cotidiano, quebra a rotina, dá brilho ao dia-a-dia.

Sinto-me à vontade para contar muitas histórias ao longo da minha experiência. Sei que o relacionamento entre cliente e arquiteto é bastante interessante.

Essa foi a vida que escolhi. Meus clientes e eu somos os dois lados de uma só moeda.





DORYS DAHER é arquiteta e urbanista. Dirige o escritório DG Arquitetura, no Rio de Janeiro e é autora do livro Cimento Batom e Pérolas - Quem tem medo de Arquiteto?

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as quartas-feiras.

Faça um contato com a autora: dgarquitetura@dgarquitetura.com.br

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Anotações

CREA-SC APOIA EMENDA QUE PROPÕE OCUPAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS POR PROFISSIONAIS COM FORMAÇÃO

(Publicado em 22/06/2018)



Entendendo que o projeto traz transparência à gestão pública o CREA-SC apoia a proposta e defende a ocupação de cargos comissionados na esfera pública por profissionais com formação técnica. Para o presidente do CREA-SC, Eng. Agr. Ari Geraldo Neumann, a emenda vem ao encontro dos interesses da comunidade profissional e do próprio Conselho como ação de valorização profissional.

Com pareceres favoráveis da Procuradoria Jurídica, da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Legislação Social e Trabalho, esta com emenda, o projeto tramita agora na Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação, volta para a CCJ, onde será analisada a emenda e, posteriormente, vai para a votação no plenário, sendo necessários 2/3 dos votos para sua aprovação.



Para obter mais informações visite crea-sc

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Anotações

SETE CIDADES E SUAS GRANDES IDEIAS SUSTENTÁVEIS

(Publicado em 28/11/2017)



As cidades concentram, atualmente, mais da metade da população mundial. Segundo dados da ONU, 54% da população vive em áreas urbanas, e esse número pode passar para 66% até 2050.

A distribuição desse contingente, na maioria dos casos, ocorre de forma desigual, lotando as grandes cidades. Até 2014, 453 milhões de pessoas viviam nas 28 megacidades mundiais. Entre essas, 16 são asiáticas, quatro são latino-americanas, três são europeias, três são africanas e duas são norte-americanas. Fica claro, portanto, que as cidades possuem vital importância para as causas ambientais. Iniciativas criadas nos grandes centros urbanos podem ser replicadas mundialmente.



Para obter mais informações visite archdaily

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Anotações

CONSTRUÇÃO DO ESTÁDIO AL WAKRAH DE ZAHA HADID

(Publicado em 21/06/2018)



O progresso da construção do Estádio Al Wakrah, da autoria do gabinete Zaha Hadid, foi recentemente divulgado num vídeo do Comité Supremo para Entrega & Legado do Catar, responsável pela execução das infraestruturas desportivas para o Mundial de Futebol FIFA 2022.



Para obter mais informações visite engenhariacivil

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Anotações

ESTRUTURAS DO MUNDO VISTAS DO CÉU

(Publicado em 20/06/2018)



O arquiteto búlgaro Dimitar Karanikolov deu recentemente a conhecer a sua mais recente série fotográfica dedicada às maravilhas arquitetónicas do mundo vistas do céu. As estruturas fotografadas incluem grandes edifícios e complexos arquitetónicos em Itália, Bulgária, Myanmar, Filipinas e outros países do mundo, tendo as imagens sido capturadas com a ajuda de um Drone.



Para obter mais informações visite engenhariacivil

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ENGENHARIA

10 MARAVILHAS DA ENGENHARIA AO REDOR DO MUNDO

Antiga ou moderna, a engenharia cria obras que superam a nossa imaginação e até nosso entendimento. Muitas vezes, nos surpreendemos tanto com obras antigas, imponentes e feitas em épocas nas quais a tecnologia que conhecemos não existia, quanto com obras atuais, por seu tamanho e modernidade.
Muitas das obras que resultam das proezas da engenharia justificam uma viagem até o outro lado do mundo.



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site vidaeestilo.terra

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ENGENHARIA

ENGENHARIA BRASILEIRA EM PORTUGAL

(Publicado em 21/06/2018)



Meu grande amigo, o engenheiro e professor Marcos Vallim (Titular da UTFPR no Campus Cornélio Procópio, Paraná) está em missão Institucional no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Portugal, participando de um programa de formação em metodologias inovadoras no ensino superior, realizado em parceria com a Universidade de Tampere, Finlândia (TAMK).





No contexto da missão, ele está também atuando como professor visitante no IPB, ministrando a disciplina de Mecatrônica no Programa de Mestrado em Engenharia Industrial.

No dia 19/06/2018 a turma, composta por 45 estudantes dos ramos de engenharia eletrotécnica e engenharia mecânica, realizou uma competição de robótica nas instalações da “Cyber Garage”, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG) do IPB. O evento foi totalmente concebido, organizado e realizado pelos estudantes da disciplina. Assim, além dos aspectos técnico-científicos necessários à escolha do desafio, os estudantes puderam exercitar as chamadas “soft skills”, ou seja, as habilidades ligadas ao trabalho em grupo, colaboração, respeito, negociação, organização, gestão de conflitos, etc.

A competição de robótica foi o experimento no qual o prof. Vallim escolheu aplicar alguns conceitos aprendidos ao longo da formação recebida na Finlândia no inicio do semestre, sendo que os resultados alcançados superaram todas expectativas iniciais em termos de envolvimento, entusiasmo, planejamento, organização, responsabilidade, aprendizagem e realização. O foco central do modelo educacional finlandês é a construção da inteligência coletiva, fundamentada no diálogo e no encorajamento da proatividade e do empreendedorismo. As evidencias colhidas na disciplina de mecatrônica no IPB mostram que o processo funciona!

Clique AQUI, ou sobre a fotografia acima, para ver muitas outras fotografias e vídeos desse evento



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

Comentário do Ênio Padilha

Na fotografia, Marcos Vallim é o velhinho de chapéu azul, no centro da foto.

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ENGENHARIA

ENGENHEIROS CIVIS NORTE-AMERICANOS UTILIZAM ROBOTS COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA INSPECIONAR OBRAS

(Publicado em 19/06/2018)



A tecnológica norte-americana Doxel desenvolveu um sistema avançado de inspeção de obras de construção civil, que utiliza robots dotados de inteligência artificial e equipamento de varrimento laser de última geração, para detetar não-conformidades construtivas.


O sistema é dirigido à inspeção e fiscalização de obras de grandes dimensões, permitindo o acompanhamento das diferentes fases da construção. Não pretende substituir os fiscais humanos, mas antes complementar o seu trabalho através da recolha de dados espaciais de elevada precisão e comparação do construído com o previsto no projeto.



Para obter mais informações visite engenhariacivil

Comentários

ENGENHARIA

REGISTRO PROFISSIONAL NA PALMA DA MÃO

(Publicado em 19/06/2018)



Dados do registro profissional de engenheiros, meteorologistas, geólogos, geógrafos e agrônomos poderão ser incluídos no Documento Nacional de Informação (DNI). Criado pela Lei 13.444, de 11 de maio de 2017, o DNI reúne, de forma totalmente digital e em um único documento, CPF, título de eleitor, certidão de nascimento, por exemplo.

No dia 14/06/2018, o assunto foi tratado na sede do Confea, em Brasília, entre Hudson Mesquita, do Ministério do Planejamento, Ricardo Giachini, do Serpro, o conselheiro federal Alessandro Machado e equipes de técnicos e analistas do Confea. A partir de julho, um piloto do aplicativo estará em teste no estado do Paraná, e o Sistema Confea/Crea poderá ser o primeiro a implantar o serviço, entre os conselhos de normatização e fiscalização profissional.



Para obter mais informações visite confea

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ADMINISTRAÇÃO DE MERCADO (MARKETING)

ENGENHEIROS E ARQUITETOS NÃO VENDEM PRODUTOS DE MASSA



(Publicado em 10/08/2007)



Serviços de Engenharia e Arquitetura não são comprados ou consumidos por muitas pessoas, muitas vezes na vida. Portanto, nossos produtos não são de Consumo de Massa. Isso nos tira um conjunto muito grande de ferramentas e recursos do marketing tradicional (quase todo voltado para produtos de consumo de massa).

Se você tem uma loja de roupas e um cliente, por uma razão ou por outra, deixa de comprar na sua loja e compra na loja do concorrente, você ainda tem a chance de que o cliente se arrependa disso. E, da próxima vez, considere com mais carinho a possibilidade de fazer negócio com você. O mesmo ocorre se você tem uma oficina mecânica ou uma lavanderia.

Porém, se você é arquiteto ou engenheiro e o cliente preferiu contratar o seu concorrente, “já era”! Mesmo que ele se arrependa. É pouco provável que ele volte para refazer o negócio com você. De maneira geral, se você é um arquiteto ou um engenheiro, você só tem uma primeira e única oportunidade de conquistar o cliente.

Na sua cidade você, provavelmente, já foi a alguns bares ou restaurantes. Gostou de alguns, encontrou defeitos em outros e desenvolveu preferências. Essas preferências que o fizeram ser mais fiel a determinados estabelecimentos decorrem exatamente do fato de que você comprou muitas vezes o mesmo produto, desenvolvendo uma “experiência de cliente”.

Mas, quantas vezes você já contratou um arquiteto? E, se já contratou alguma vez, quando pretende contratar novamente?

Você pode até não ter dado a resposta padrão, mas sabe exatamente do que estamos falando. Um número muito reduzido de pessoas compra os nossos produtos. E um número ainda mais reduzido dessas pessoas volta a comprar os nossos produtos.

No nosso mercado não podemos contar com a experiência do cliente. Por melhor que seja um profissional, por mais satisfeitos que fiquem os seus clientes, é sempre pouco provável que existam compras ou consumos sucessivos.

Isso não dispensa a preocupação com a satisfação dos seus clientes (que poderão influenciar a decisão de futuros contratantes), mas, em última análise, ele sempre terá que conquistar novos clientes, o que, em certa medida, dificulta a estabilidade comercial.

Além disso, o fato de o nosso produto não ser “de consumo de massa” torna inútil todos os principais recursos de comunicação com o mercado (mídia aberta, recursos de promoção de vendas, etc.), disponíveis para os empresários que trabalham com mercadorias.

Sendo assim, essa característica (ser um produto de consumo restrito) remete a estratégias específicas de comunicação com o mercado. O fato de que os clientes potenciais de engenheiros e arquitetos não apresentarem a desejável “experiência de comprador” remete à necessidade de uma abordagem do mercado muito mais didática do que agressiva.

Engenheiros e arquitetos precisam ter em mente que não estão disputando um mercado maduro e claramente definido. Trata-se, antes, de um mercado que não existe.

Privilegiar o aspecto didático e a comunicação direta indica claramente a escolha de “mídias” muito mais simples e diretas do que as sofisticadas midias abertas (rádio, televisão, jornais e revistas).

Engenheiros e arquitetos devem dominar as técnicas de comunicação direta com os clientes, explorando recursos como visita pessoal, mala-direta e propaganda Boca-a-boca.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

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ADMINISTRAÇÃO - GERAL

CONFIRA DICAS PARA SIMPLIFICAR A GESTÃO DA SUA EMPRESA

Para se manter bem no mercado, estar no controle da gestão financeira do seu negócio é essencial. "Regra número 1: nunca perca dinheiro. Regra número 2: não esqueça a regra número 1", já disse Warren Buffet. Para que isso seja verdade, é preciso ter organização e visão de mercado, pois a gestão de capital envolve a decisão de investimento, que é a forma como os recursos serão aplicados, e a de financiamento, que são as estratégias de captação de recursos.

Então, como manter o controle de estoques, entradas, saídas, contas a pagar e a receber, lucros etc, especialmente em pequenas e médias empresas? Elencamos aqui dicas simples mas importantes para economizar tempo e dinheiro na gestão do negócio. Confira:



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site administradores

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COPA DO MUNDO

COPA DO MUNDO FIFA 2018



22/06/2018 - 18h00



TORCIDA DOS SECADORES





A Argentina tem hoje cerca de 44 milhões de habitantes. O Brasil já passou dos 200 milhões.
Então, pelos meus cálculos tem muito mais brasileiros torcendo contra a seleção brasileira na Copa do Mundo do que Argentinos secando o nosso time. Tá feia a coisa!

Hoje o Brasil ganhou um jogo de Copa do Mundo (nunca é fácil, não importa qual seja o adversário — perguntem para Alemanha, Argentina, Espanha…). E ganhou por 2x0 (com 23 chutes a gol contra 4 do adversário). E ainda assim, Só vejo críticas ao time. Será que essas pessoas são tão exigentes quanto à qualidade dos seus próprios trabalhos?



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

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