Notas publicadas em 19/04/2018 - quinta-feira

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e o espaço para determinada finalidade e visando a determinada intenção."

LÚCIO COSTA

(1902-1998)
Professor, Arquiteto e Urbanista, no livro
Considerações sobre arte contemporânea (1940)

ARTIGOS DE ÊNIO PADILHA

A CRUZADA

(Publicado em 09/04/2009)





Um leitor (de boa vontade) escreveu um comentário no meu site, sugerindo que eu deixasse de lado os temas que envolvessem entidades de classe, Crea, Confea, etc.

Dizia ele que eu não deveria cometer o erro da "cruzada política pela melhora das entidades". Que deixasse essa briga para os engenheiros-políticos, pois, do contrário, eu correria o risco de perder o público que gosta dos meus textos sobre Administração, Estratégia e Marketing.

É importante dizer que o comentário foi escrito de maneira que deixou muito clara a boa intenção e o cuidado do leitor, manifestando uma preocupação genuína com o meu trabalho. Por isso escrevi a ele a seguinte resposta:



"Prezado Colega,

Não penses que este seu comentário foi mal recebido por mim. Pelo contrário: fiquei lisonjeado com os seus elogios ao meu trabalho.
Senti que suas palavras foram sinceras e sua intenção extremamente positiva.

Digo isto porque, feliz ou infelizmente, não posso atendê-lo.
Mas posso (e devo) justificar minha posição para você, e para outros leitores que eventualmente pensem a mesma coisa.

Na verdade, eu mesmo já enfrentei (recentemente) esta angústia. Passei alguns meses me perguntando se valia a pena abordar esses temas (essa "cruzada política pela melhoria das entidades"). Se eu não deveria me dedicar apenas aos assuntos técnicos de Administração e Estratégia voltados para as empresas de Engenharia, de Arquitetura e de Agronomia.

A conclusão a que cheguei, depois de muita reflexão, é que EU NÃO POSSO.
Não posso fazer de conta que isto não é da minha conta ou que isto não diz respeito ao tema Administração, Estratégia e Marketing.

Todas as semanas recebo muitos pedidos de inclusão no mailing para receber o nosso "Três Minutos". Também recebo alguns pedidos de "remover". Felizmente os primeiros são mais numerosos do que os últimos.

Porém, toda vez que o tema do artigo da semana diz respeito a entidades de classe, Crea, Confea sindicatos ou a lideranças dessas organizações o número de leitores que solicitam exclusão do mailing é muito maior do que o número de novos leitores cadastrados.

Então você tem razão: eu corro o risco de perder o público que gosta dos meus textos de Administração, Estratégia e Marketing.
Pior ainda: algumas vezes são os diretores das entidades que ficam aborrecidos comigo. Aí eu perco contratos e oportunidades.

Como eu já tive a oportunidade de dizer pra muita gente, eu não tenho pretensões políticas dentro do nosso sistema profissional. Sou filiado a duas entidades de classe mas nunca sequer pleiteio cargos na diretoria. Tenho certeza de que o meu trabalho não se beneficiaria disso.

Tenho a convicção de que minha contribuição para a valorização das nossas profissões pode ser feita a partir dessa plataforma que eu já conquistei: o meu trabalho de escritor e palestrante: o estudo da Administração, Estratégia e Marketing e sua "tradução" para o universo específico da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia foi o caminho que eu encontrei para dar a minha parcela de contribuição

No entanto, meu amigo, esse meu trabalho é inteiramente ligado ao dia-a-dia dos profissionais no campo e das entidades de classe. Praticamente 100% dos meus cursos são organizados e promovidos por entidades de classe (geralmente com apoio dos Creas). Muitos dos dirigentes dessas entidades são pessoas que, de boa vontade, ajudam a divulgar o meu trabalho por esse Brasil a fora.

Da mesma forma como eu procuro, com o meu trabalho, interferir no dia-a-dia dos profissionais do campo, sinto-me na obrigação de interferir no dia-a-dia das entidades.

Alguns engenheiros que, como eu, escrevem livros e ministram cursos e palestras pelo Brasil e que, no passado, tinham um discurso mais comprometido com a valorização das profissões, sucumbiram às pressões e recolheram-se a um trabalho meramente técnico, sem identidade política e sem postura social. Concluiram que o bom negócio é abrir a caixa registradora e fazer vistas grossas com o que está acontecendo em volta. Eu não os culpo nem os julgo. Apenas não quero me juntar a eles.

Meu trabalho é essencialmente técnico. Meus livros, todos, são resultados de pesquisas e estudos técnicos. Meus cursos (tenho quatro sendo apresentados atualmente) são todos técnicos. Assumo o compromisso de estudar essas questões, trazê-las para a realidade de engenheiros, arquitetos e agrônomos e traduzir esses temas para uma linguagem e para soluções que possam ser adotadas pelos profissionais. É para isso que sou contratado e pago.

Mas os engenheiros, arquitetos e agrônomos não estão atuando numa bolha, isolados da sociedade, imune às leis e às questões da organização profissional.

As estratégias de negócio, a administração das empresas e, em última análise o marketing dos serviços profissionais está conectado à ações (e omissões) das entidades de classe, dos Sindicatos, dos Creas, do Confea e da Mútua. O nosso Sistema Profissional.

Por isso eu faço incursões a esse tema de vez em quando. É a minha forma de tentar contribuir. O que eu tenho para oferecer é a minha visão e os meus conhecimentos. Luto para que as nossas entidades sejam fortes, organizadas e bem estruturadas. E que nossas lideranças sejam profissionais capazes, bem informados e honestos. Ao discutir essas questões tento ser fiel ao que eu escrevi num artigo de 1987 (LER E ESCREVER): "não devemos deixar para os outros o trabalho para o qual estamos preparados"

Isso me custa alguns preciosos leitores. E, algumas vezes, me custa também alguns bons negócios, quando o interesse de algum "lider" é contestado. Eu gostaria que não fosse assim, mas não posso evitar.
É o preço que eu pago. É o preço que eu estou disposto a pagar para não ser omisso."



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2009

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Anotações

ACIDENTES DE TRABALHO NO BRASIL

(Publicado em 19/04/2018)



No Brasil, 700 mil pessoas sofrem acidente de trabalho a cada ano
De 2012 a 2016, houve 3,5 milhões de casos, com 13,3 mil mortes, no Brasil. Afastamentos por licença médica custam R$ 22 bilhões aos cofres públicos. Operários da construção civil e caminhoneiros estão entre as vítimas mais frequentes, diz reportagem do jornal correiobraziliense.



Para obter mais informações visite correiobraziliense

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Anotações

TCU INAUGURA EM BRASÍLIA MOSTRA SOBRE TRABALHOS
DE OSCAR NIEMEYER

(Publicado em 18/04/2018)



A mostra “Oscar Niemeyer – Territórios da Criação” ocupa o Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, do Tribunal de Contas da União, de 17 de abril a 9 de junho, com desenhos e croquis originais do arquiteto, pinturas, esculturas móveis, projetos gráficos, joias e as revistas Módulo e Nosso Caminho, além de raros manuscritos. O Espaço fica no Instituto Serzedello Corrêa, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), Trecho 3, Lote 3, em Brasília (DF).



Para obter mais informações visite caubr

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ENGENHARIA

COMPORTAS PROTEGERÃO VENEZA DAS CHEIAS

(Publicado em 19/04/2018)



A companhia croata Brodosplit anunciou a conclusão de fabricação e entrega das comportas metálicas que integrarão o sistema MOSE (Modulo Sperimentale Elettromeccanico), também conhecido como “Moisés”, de defesa contra cheias da cidade de Veneza.

O MOSE é um dos maiores projetos de Engenharia Civil já empreendidos em Itália e permitirá defender Veneza das variações das marés e subida do nível dos mares em consequência das alterações climáticas. O sistema integrado de proteção consistirá de um conjunto de barreiras de defesa móveis, destinadas a separar a Lagoa de Veneza do Mar Adriático.



Para obter mais informações visite engenhariacivil

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ENGENHARIA

PIRASSUNUNGA - 22 DE MAIO

(Publicado em 26/03/2018)



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