"Viver num mundo sem tomar consciência do significado do mundo é como vagar por uma imensa biblioteca sem tocar os livros."
DAN BROWN
(no livro "O Símbolo Perdido", de 2009)
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Segunda, 01 de janeiro de 2001 - 00h00min
É só uma idéia. Mas não custa nada tentar levá-la adiante.
É o seguinte: me ocorreu que não se compra uma simples escova de dentes, em um supermercado, sem encontrar um "recado" do tipo "CONSULTE REGULARMENTE O SEU DENTISTA".
As propagandas de remédios, mesmo dos que não precisam de receitas médicas, sempre são acompanhadas de um "NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS, CONSULTE UM MÉDICO" Isto significa, antes de qualquer outra coisa, que o serviço prestado por médicos e dentistas são reconhecidos e recomendados pelos fabricantes dos produtos relacionados a esses serviços.
Arquitetos e engenheiros, via de regra, fornecem um serviço que não pode ser considerado um "Produto Final". Nosso trabalho, quase sempre, está vinculado (no que diz respeito ao "resultado final") à utilização de outros produtos ou à participação de outras pessoas. O cimento, por exemplo, é um produto cujo uso está fortemente ligado ao serviço de engenheiros e de arquitetos. Assim como pisos, azulejos, tintas... Que tal, então, (aí é que entra a minha idéia) se, em cada saco de cimento comprado nas lojas de material de construção viesse escrito "ANTES DE UTILIZAR ESSE PRODUTO, CONSULTE UM ENGENHEIRO" Ou, nas caixas de pisos ou qualquer tipo de revestimento cerâmico viesse um "PARA MELHOR UTILIZAÇÃO DESTE PRODUTO, CONSULTE UM ARQUITETO".
E se, nas embalagens de produtos agrotóxicos (os defensivos agrícolas) estivesse escrito "ESTE PRODUTO DEVERÁ SER UTILIZADO SOB A SUPERVISÃO DE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO"... Como eu disse, "é só uma idéia".
Mas não custa nada tentar fazê-la ir adiante. Sinceramente, não vejo grandes dificuldades nisso. E não acho que seja necessário criar leis, normas, portarias, decretos obrigando os fabricantes a fazerem isso ou aquilo... Estabelecer multas, punições severas para quem descumprir a lei.
Nomear comissões para controlar o processo todo... Nada disso ! É só conversar.
O Presidente do CONFEA, acompanhado de mais dois ou três presidentes de CREAs, pode, por exemplo, solicitar uma reunião com alguns dos grandes fabricantes de materiais de construção. Explicar a proposta. Convencer da importância disso para o engrandecimento das nossas profissões e também como as marcas "Engenharia", "Arquitetura" e "Agronomia" podem agregar valor ao produto que está sendo vendido. Nem todos os fabricantes topariam "de primeira", é claro. Mas alguns entenderiam e a coisa toda teria início, até virar um padrão de comportamento no mercado.
Esta seria, na minha opinião, um grande exemplo de parceria em que TODOS sairiam ganhando. Ganhariam os profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, pois teriam seu trabalho divulgado em uma mídia poderosa; Ganhariam os fabricantes, pois estariam associando as suas marcas às marcas respeitáveis de "Engenharia", "Arquitetura" e "Agronomia"; E, fundamentalmente, ganhariam os consumidores, que seriam melhor orientados e poderiam obter melhores resultados no seu produto final. É só uma idéia. Mas...
ÊNIO PADILHA www.eniopadilha.com.br
(artigo_ep)
Número de visualizações: 3517
Patrícia Pedroso - arquiteta - São Bernardo do Campo
Terça, 03 de outubro de 2006 - 19h18min
Achei interessante sua idéia. Seria uma maneira de divulgar e valorizar essas profissões. Mas não acredito que funcione só na \"conversa\". Talvez seja necessário colocar em lei, ter fiscalização, senão não funciona.
Marciel Jerry Franzner - Estudante de engenheria elétrica - Jaraguá do Sul
Quinta, 05 de outubro de 2006 - 10h49min
Eu achei uma idéia bem interessante e não pode morrer, acho que devemos levar esta idéia ao conhecimento dos presidentes de alguns CREAs.
José Roberto - Eng Civil - Florianópolis
Terça, 24 de outubro de 2006 - 15h43min
Na página inicial da minha Home Page tenho a seguinte citação.
\"Assim como você consulta um advogado para questões jurídicas e um médico para questões de saúde, habitue-se a consultar um engenheiro para questões técnicas\".
Ênio Padilha - Engenheiro Eletricista - Balneário Camboriú
Quinta, 26 de outubro de 2006 - 14h32min
Boa, Zé Roberto.
Se todos os profissionais integrarem esse tipo de discurso ao comportamento do dia-a-dia, alguma coisa vai melhorar, com certeza.
Um abraço
Wilson Junior - arquiteto - Belo Horizonte
Domingo, 14 de janeiro de 2007 - 13h00min
Por que um maluco não pode comprar um remedio de tarja preta e se colocar em risco, sem a prescrição de um medico, e um peão pode comprar uns sacos de cimento e colocar uma familia inteira em risco de desabamento sem um RT? Tarja preta nop cimento já! hehehehe
MARIA FERNANDA P. BARREIRA - webdesigner e tradutora - belo horizonte
Quinta, 08 de fevereiro de 2007 - 00h59min
CERTÍSSMAS SUAS OBSERVAÇÕES, MEU MARIDO É ENGENHEIRO E VIVEM PEDINDO OPINIÕES A ELE SOBRE OBRAS( PRINCIPALMENTE VIZINHOS) E NUNCA NINGUÉM PAGOU CONSULTA...ÓTIMA A IDÉIA DE COLOCAR AQUELES AVISOS EM PRODUTOS USADOS NAS CONSTRUÇÕES E PRODUTOS AGRÍCOLAS, TAMBÉM.
É POR ISSO QUE VIVEM DESMORONANDO PREDIOS E CASAS POR AÍ...VIVAM OS ENGENHEIROS E ARQUITETOS!
Eduardo José da Costa Silvca - Arquiteto - Belém do Pará
Segunda, 16 de julho de 2007 - 08h26min
Caro Ênio,
achei muito interessante a idéia e bastante oportuna. Penso que deva se tornar uma campanha nacional de valorização profissional através das entidades de classe (FNA,FISENGE etc...)que pode ser deslanchada na próxima 64ªSOEAA no Rio de Janeiro.
Francisco Carlos Gomes - Prof. UFLA - Lavras
Quarta, 18 de julho de 2007 - 09h54min
Prezado Ênio.
Você está sempre revolucionando o campo das idéias. Acredito que o problema central é a cultura da engenharia. Nós engenheiros estamos adormecidos e não atentamos para o nosso valor na sociedade.
Sidney Roberto dos Santos - Engenheiro Eletricista - Rio de Janeiro
Quarta, 18 de julho de 2007 - 22h44min
Muito boa idéia, pena que nossos fabricantes não a colocam em prática. Mas, tal como os medicamentos, entendo que deveria haver uma lei que obrigasse este tipo de mensagens nos produtos aplicados em obras.
Parabéns.
HAMILTON M. F DELGADINHO - Eng. Civil - São Bernardo do Campo
Segunda, 13 de agosto de 2007 - 19h00min
Gostei de todos os comentários, principalmente agora que "qualquer um' sabe fazer uma loja, uma lajinha, uma fundaçãozinha, uma pista de aeroporto, etc.
A concorrência desleal de empresas de mau caráter e de picaretas desempregados está sucateando a engenharia, arquitetura o design, a pesquisa etc.
Já está na hora dos CREAS E CONFEAS atuarem junto ao governo federal para que as leis sejam cumpridas.
Toda obra e todo edifício emreforma e construção deveria ter um engenheiro responsávelpara coordenar os "empleiteiros" de plantão.
Chega de intransigência.
Ricardo Souza Marques - arquiteto e urbanista - Natal
Sexta, 24 de agosto de 2007 - 19h16min
Seria interessante também em alguns casos (aqueles clientes que ligam em hora imprópia, querem nos ver no domingo de 23h, etc) uma do tipo "APRECIE COM MODERAÇÃO" hehe
CHARBEL DE AGUIAR FLORENCIO - ENGENHEIRO CIVIL - FORTALEZA - CE
Quinta, 31 de janeiro de 2008 - 10h07min
TODOS SABEM QUE O USO INDEVIDO DE ALGUNS PRODUTOS PODE LEVAR A UM SERVIÇO MAL FEITO, MAL ACABADO, QUE PODE APRESENTAR PATOLOGIAS E ISSO FAZ COM QUE AS PESSOAS PESSEM QUE A CULPA É O DO FABRICANTE QUE FEZ UM PRODUTO RUÍM. COM A INDICAÇÃO DO PROFISSIONAL ABILITATO PARA ACOMPANHAR O SERVIÇO, ELE SERÁ FEITO DE MANEIRA CORRETA E COM ISSO TRARÁ UMA BOA IMAGEM DO PROFISSIONAL, DO SERVIÇO, DO PRODUTO UTILIZADO E FINALMENTE, DO FABRIANTE.
CHARBEL DE AGUIAR FLORÊNCIO - ENGENHEIRO CIVIL - FORTALEZA
Quarta, 26 de março de 2008 - 09h10min
NO COMENTÁRIO ACIMA SUBSTITUIR "ABILITADO" POR "HABILITADO"
CHARBEL DE AGUIAR FLORÊNCIO - ENGENHEIRO CIVIL - FORTALEZA
Quarta, 26 de março de 2008 - 09h11min
NO COMENTÁRIO ACIMA SUBSTITUIR "FABRIANTE" POR "FABRICANTE".
Lúcio Toledo Junior - Projetista - Londrina-PR
Domingo, 28 de setembro de 2008 - 23h26min
Sugiro que o sr. Charbel de Aguiar Florêncio, eng. civil de Fortaleza (CE), ao invés de se ater à falhas de digitação, se ocupasse mais com a ideia que está sendo emitida. Creio que seria bem mais edificante para o enriquecimento da tese suscitada pelo meu amigo Hamilton Manuel Fernandes Delgadinho. Um grande abraço a todos,
Lúcio Toledo Junior - Projetista - Londrina-PR
Terça, 30 de setembro de 2008 - 11h47min
Pensando bem; já não está na hora de parar com essa história de "Consulte sempre um isso", "Consulte sempre um aquilo", etc.?
Caramba. Se eu necessitar de um serviço no qual sou leigo, é mais do que óbvio que vou consultar um profissional da área; não é mesmo?
Está até parecendo lobby da índústria de adesivos.
Lúcio Toledo Junior - Projetista - Londrina-PR
Terça, 14 de outubro de 2008 - 22h45min
Dá prá me mandá uma resposta????????
Lúcio Toledo Junior - Projetista - Londrina-PR
Terça, 14 de outubro de 2008 - 22h57min
Meu e-mail:
luciotj_projetos@yahoo.com.br
Ênio Padilha - Engenheiro - Brasília - DF
Terça, 14 de outubro de 2008 - 23h11min
Oi, Lúcio.
Parece que você está emitindo a sua opinião. Não é isso?
E opiniões são respeitadas aqui neste espaço.
Mesmo as opiniões com as quais o autor do artigo não concorde.
Se outro leitor entender de comentar a sua opinião (concordando ou discordando) aí é outra história. Por enquanto, valeu a sua participação. Volte sempre.
Felipe Nascimento Martins - Professor de Eng. Automação e Controle - Vitória, ES
Terça, 02 de dezembro de 2008 - 10h39min
Achei excelente a idéia proposta!
A propósito... Padilha, parabéns pelo site!
Saudações a todos.
Marielly Rêgo - Arquiteta e Urbanista - Natal
Quarta, 10 de fevereiro de 2010 - 12h54min
Achei ótima a idéia, como se poderia levar adiante?
Comentário do Ênio Padilha
Marielly
Acho que a idéia até já foi posta em prática, ainda que de maneira muito tímida. Já soube de algumas reuniões do presidente do Confea (Marcos Túlio) com presidentes de grandes companhias produtoras de materiais de construção e sei que esse tipo de discussão esteve na pauta.
Outro dia vi uma propaganda de materiais elétricos na TV e fiquei feliz pois, no finzinho havia uma mensagem recomendando "consultar sempre um engenheiro eletricista".
Chique, né não?